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Reajuste do aluguel: como funciona

Reajuste não é o proprietário escolhendo um número. É a aplicação de um índice combinado no contrato, na data combinada. Entender isso muda a conversa quando o aumento chega.

As regras básicas

  • Uma vez a cada doze meses, e não antes. É o que a lei permite.
  • O índice está no contrato. Os mais usados em locação residencial são o IGP-M e o IPCA, e a escolha muda o resultado.
  • A conta é automática: pega o índice acumulado dos doze meses e aplica sobre o aluguel vigente.
  • O condomínio não segue essa regra. Ele muda quando o condomínio decide, e pode subir a qualquer momento.

Por que o índice importa tanto

IGP-M e IPCA medem coisas diferentes, e em alguns anos a diferença entre eles é grande.

  • O IGP-M pesa muito preços no atacado e o câmbio, e por isso oscila mais. Já teve anos de alta muito acima da inflação sentida em casa.
  • O IPCA mede o consumo das famílias e costuma variar menos.
  • Vale olhar qual está no seu contrato antes de assinar, e não só na hora do reajuste.
  • Contrato novo é hora de negociar o índice, e isso é mais fácil do que negociar o reajuste depois de aplicado.

Quando o aumento pesa demais

Reajuste é devido, mas conversa também é possível, e proprietário nenhum gosta de imóvel vazio.

  • Compare com o mercado do bairro. Se o reajuste jogar seu aluguel acima do que se pede por imóvel parecido, esse é o argumento.
  • Proponha um valor, e não só um pedido de desconto. Número na mesa destrava conversa.
  • Lembre do custo da troca para o outro lado: imóvel vago, pintura, comissão e o risco de ficar meses parado.
  • Se não houver acordo, existe a via judicial de revisão, mas ela é lenta e cara. Quase sempre a negociação direta resolve melhor.

Guarde a carta de reajuste e o cálculo. Se um dia a conta parecer errada, é o histórico que resolve, e ele quase nunca está com quem precisa dele.

Para quem vai alugar