Quanto precisa de entrada
Não existe um número único, mas existe uma lógica. Entender como o banco pensa ajuda a saber quanto falta juntar e o que dá para fazer para encurtar esse caminho.
Como o banco calcula
- O banco financia uma parte do valor, e o restante é sua entrada. A parcela financiada máxima varia por banco e por tipo de imóvel.
- A avaliação do banco manda, e não o preço combinado. Se ele avaliar abaixo, a diferença vira entrada.
- A parcela precisa caber na renda, com um teto que costuma girar em torno de um terço da renda familiar comprovada.
- O prazo alonga a parcela, mas aumenta bastante o total pago.
O que pode compor a entrada
- Dinheiro guardado, o caminho óbvio.
- FGTS, se o seu caso se enquadra nas regras do fundo.
- Venda de outro imóvel, e aí vale considerar permuta.
- Consórcio contemplado, que funciona como recurso próprio na negociação.
- Veículo ou outro bem dado em parte do pagamento, quando o vendedor aceita.
Além da entrada
Esse é o erro mais caro: juntar exatamente a entrada e esquecer o resto.
- Custos de transferência, com ITBI, escritura e registro.
- Mudança e reforma inicial, que quase sempre existe.
- Uma reserva de emergência que sobreviva à compra. Ficar sem nenhum dinheiro depois de assinar é o começo de muita inadimplência.
Vale simular antes de procurar imóvel, e não depois de se apaixonar por um. Saber quanto cabe muda a lista do que você vai visitar, e isso poupa frustração.
O que se paga além do preço do imóvel
Fechou por um valor e ainda faltam alguns por cento. A lista do que aparece entre a proposta e a chave na mão.
SAC ou Price: qual sistema escolher
Um começa alto e vai caindo, o outro é fixo do começo ao fim. A diferença é maior do que parece.
Usar o FGTS na compra
Dá para usar na entrada, para abater parcelas ou para quitar. As condições e o que costuma barrar.