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O que se paga além do preço do imóvel

Quem junta a entrada exata do imóvel costuma se assustar na reta final. Existe um conjunto de custos de transferência que ninguém coloca no anúncio, e vale reservar dinheiro para eles desde o começo.

Impostos e cartório

São os maiores da lista e não dá para fugir deles. Os valores mudam por cidade e por faixa, então confirme no seu caso antes de fechar.

  • ITBI, o imposto de transmissão, pago à prefeitura da cidade onde está o imóvel. A alíquota é municipal, então muda entre Santo André, São Bernardo e São Caetano.
  • Escritura pública, lavrada em cartório de notas. Quem compra financiado costuma não pagar escritura separada, porque o contrato do banco já faz esse papel.
  • Registro da matrícula, no cartório de registro de imóveis. É o ato que efetivamente coloca o imóvel no seu nome.
  • Certidões, tiradas antes da compra para conferir a situação do imóvel e do vendedor.

Do financiamento

Só entram se você for financiar, e alguns podem ser embutidos.

  • Avaliação do imóvel feita pelo banco, cobrada uma vez.
  • Tarifa de administração do contrato, que varia de banco para banco.
  • Seguros obrigatórios, embutidos na parcela: um de morte e invalidez, outro de danos ao imóvel.
  • Cadastro no cartório do contrato de financiamento, que também é registro.

Depois da chave

  • Mudança e instalação, que sempre custa mais do que a conta feita de cabeça.
  • Reformas antes de entrar, que é quando saem mais baratas, com o imóvel vazio.
  • Primeiro IPTU e primeiro condomínio no seu nome.
  • Transferência das contas de luz, água e gás.

A regra prática que costuma funcionar é reservar uma folga sobre o valor do imóvel só para custos de transferência. Se sobrar, ótimo. Faltar no cartório é bem pior.

Para quem vai comprar